Rutheford,Bord
Niels Bohr nasceu em Copenhagen, Dinamarca, em 7 de Outubro de 1885. Obteve seu doutorado na Universidade de Copenhagem em 1911 e logo a seguir foi para a Inglaterra onde trabalhou inicialmente com J. J. Thomson e depois com Ernest Rutherford. A partir do modelo criado por Rutherford, Bohr desenvolveu um modelo de átomo que logo alcançou ampla aceitação na comunidade de físicos e químicos. A partir desse modelo, a chamada Teoria Quântica se expandiu com os trabalhos de Heinsenberg e outros. Por esse trabalho Bohr ganhou o prêmio Nobel de 1922.
Na década de 30, Bohr trabalhou ativamente em modelos do núcleo atômico criando o chamado "modelo da gota líquida" que foi fundamental no entendimento dos processos de fissão e fusão nucleares. Bohr acreditava firmemente nos postulados da Mecânica Quântica e, durante muito tempo, participou de uma controvérsia com Einstein que considerava o aspecto estatístico dessa teoria como insatisfatório. A "interpretação de Copenhagen", síntese das idéias de Bohr e outros acerca da natureza quântica, ainda hoje é objeto de disputa entre filósofos da ciência física embora não tenham surgido, até hoje, resultados experimentais que a contradigam.

Durante a segunda guerra, Bohr foi obrigado a fugir da Dinamarca e viveu nos Estados Unidos quando a bomba atômica foi construida e lançada sobre o Japão. No anos após a guerra, Bohr participou de vários movimentos pacifistas que propunham o fim da produção de armas nucleares.

Bohr morreu em Copenhagem em 18 de Novembro de 1962. O Instituto de Física Teórica da Universidade de Copenhagem onde trabalhou durante quase toda a vida passou a se chamar Instituto Niels Bohr em homenagem ao grande físico dinamarquês.
JOHN DALTON


Químico e físico inglês, fundador da teoria atômica moderna, John Dalton nasceu em Eaglesfield, Cumberland, a 6 de setembro de 1766, e faleceu em Manchester, a 27 de julho de 1844. De excepcional pendor para o magistério, Dalton dedicou a vida ao ensino e à pesquisa. Com apenas 12 anos, substituiu seu professor John Fletcher, na Quaker’s School de Eaglesfield. Em 1781 transferiu-se para Kendal, onde lecionou numa escola fundada por seu primo, George Bewley. Partiu para Manchester em 1793, estabelecendo-se aí definitivamente.

Em Manchester, ensinou matemática, física e química no New College. Pesquisador infatigável, devotou-se à meteorologia, para a qual contribuiu com numerosos trabalhos originais, à física, à química, à gramática e à lingüística. Seu nome, contudo, passou à história da ciência pela criação da primeira teoria atômica moderna e pela descoberta da anomalia da visão das cores, conhecida por daltonismo. Em 1794, depois de haver procedido a numerosas observações sobre certas peculiaridades da visão, Dalton descreveu o fenômeno da cegueira congênita para as cores, que se verifica em alguns indivíduos. O próprio Dalton apresentava essa anomalia.

A 21 de outubro de 1803 Dalton apresentou à Literary and Philosophical Society (Sociedade Literária e Filosófica), de Manchester, uma memória intitulada Absorption of gases by water and others liquids (Absorção de gases pela água e outros líquidos), na qual estabeleceu os princípios básicos de sua famosa teoria atômica. Suas observações sobre o aumento da pressão dos gases com a elevação da temperatura e a descoberta de que todos os gases apresentam o mesmo coeficiente de expansão foram também verificadas, independentemente dele, por Gay-Lussac.

Dalton estabeleceu então que "a pressão total de uma mistura de gases é igual à soma das pressões parciais dos gases que a constituem". Considera-se pressão parcial a pressão que cada gás, isoladamente e à mesma temperatura, exerceria sobre as paredes do recipiente que continha a mistura. Esse princípio só se aplica aos gases ideais.

Dalton desenvolveu sua teoria atômica numa série de conferências que proferiu na Royal Institution de Londres, nos anos de 1805 e 1804. Em 1807, com o seu consentimento, Thomas Thomson incluiu um sumário da teoria atômica na terceira edição de sua obra System of chemistry (Sistema de química). O próprio Dalton, no ano seguinte, no primeiro volume do seu New system of chemical philosophy (Novo sistema de filosofia química), apresentou as bases de sua nova teoria.

Partindo, então, das investigações sobre a composição dos diferentes óxidos de nitrogênio, Dalton estabeleceu a lei das proporções múltiplas, conhecida também como lei de Dalton.

A lei de Dalton pode ser assim enunciada:

Se a massa m de uma substância química S pode combinar-se com as massas m’1, m’2, m’3 etc. de uma substância S’, dando origem a compostos distintos, as massas da substância S’ estarão entre si numa relação de números inteiros e simples.

Para o estabelecimento dessa lei, Dalton baseou-se na sua teoria atômica. Recorde-se, todavia, que sua teoria fundamentava-se no princípio de que os átomos de determinado elemento eram iguais e de peso invariável. Na época em que ele estabeleceu essa lei não eram ainda conhecidas as fórmulas moleculares dos compostos. Determinavam-se, porém, experimentalmente, com certa aproximação, as proporções ponderais dos elementos constituintes dos compostos.

A teoria atômica de Dalton pode condensar-se nos seguintes princípios:

os átomos são partículas reais, descontínuas e indivisíveis de matéria, e permanecem inalterados nas reações químicas;
os átomos de um mesmo elemento são iguais e de peso invariável;
os átomos de elementos diferentes são diferentes entre si;
na formação dos compostos, os átomos entram em proporções numéricas fixas 1:1, 1:2, 1:3, 2:3, 2:5 etc.;
o peso do composto é igual à soma dos pesos dos átomos dos elementos que o constituem.
Embora fundada em alguns princípios inexatos, a teoria atômica de Dalton, por sua extraordinária concepção, revolucionou a química moderna. Discute-se ainda hoje se ele teia emitido essa teoria em decorrência de experiências pessoais ou se o sistema foi estabelecido a priori, baseado nos conhecimentos divulgados no seu tempo. Seja como for, deve-se ao seu gênio a criação, em bases científicas, da primeira teoria atômica moderna. Dalton, Avogadro, Cannizzaro e Bohr, cada um na sua época, contribuíram decisivamente para o estabelecimento de uma das mais notáveis conceituações da física moderna: a teoria atômica.

Modelos Atomicos




Com a descoberta do elétron, os conhecimentos sobre a estrutura atômica avançam rapidamente. O próprio Thomson formula um novo modelo atômico que integra essas partículas: os átomos seriam semelhantes a uma massa de matéria carregada positivamente e os elétrons, com carga negativa, estariam flutuando em sua superfície. Este modelo, que passa a ser chamado de "modelo pudim", é rapidamente superado por novas descobertas.

Átomo de Rutherford – Em 1911, Ernest Rutherford, ex-aluno e assistente de Thomson, e diretor do laboratório de física da Universidade de Manchester, chega a um modelo atômico mais preciso. Suas pesquisas são centradas nos chamados raios alfa – o terceiro tipo de raio descoberto pelos cientistas ao bombardear a matéria com altas cargas elétricas. Ele projeta esses raios sobre uma finíssima folha de ouro e percebe que algumas partículas conseguem atravessá-la e outras, não. Para explicar o fenômeno, supõe que os átomos da folha não são compactos, como imagina Thomson, mas divididos em duas regiões: um núcleo central, sólido, com carga positiva, e uma região periférica, carregada negativamente, onde os elétrons circulam. Em seu modelo atômico, o átomo é semelhante a um pequeno sistema solar, com os elétrons girando em torno do núcleo, como os planetas em torno do Sol. As partículas que atravessam a folha de ouro teriam passado cruzando a eletrosfera; as que voltam teriam se chocado com o núcleo. Com essa experiência, Rutherford também é o primeiro a comprovar a existência do núcleo atômico.

Átomo de Bohr – Em 1913, o físico dinamarquês Niels Bohr aplica a teoria quântica de Max Planck ao modelo atômico de Rutherford e explica o comportamento dos elétrons dentro dos átomos. Bohr supõe que o comportamento dos átomos na eletrosfera não é aleatório. Eles giram em torno do núcleo em órbitas circulares, cada uma delas com um nível específico de energia, ou quanta. A circulação de um elétron numa órbita estável, ou quântica, não é acompanhada de emissão de energia. Essa emissão só acontece quando o elétron salta de uma órbita estável para outra, também estável, mas de menor energia.

 

                                                                    GREGO
    
De acordo com os gregos o átomo era considerado uma estrutura indivisível.Não se acreditava que fosse formado por partes menores.

Daí a origem do nome ÁTOMO (do gregoA=sem; THOMO=divisão).O modelo grego para o átomo nã se baseava em experimentaçao,sua fundamantaçao era essencialmente filosófica.

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